2010! Ano para apostar!!!

Eis que chega 2010! Um ano completamente místico, assim como foi o ano 2000. O que esperamos ou buscamos para este momento? Há tempos atráz talvez nem imaginávamos que chegaríamos tão longe, com tantas descobertas e tantas preocupacões. Temos no mínimo que comemorar! Afinal, esse éo ano 10, ano da virada, ano da aposta e de cada um dar o máximo de si, mais ou menos como tirar 10 na escola. Enfim, estou olhando para frente! Comemorei, dancei, beijei, bebi, fiz tudo com intensidade, pois se é para apostar farei isso de forma ousada. Dez para cada um que visita este espaco, dez para a vida e para o amor! Saudacões de quem não tem medo de errar...

 

Anderson D'Kássio

Ator-Cantor-Bailarino


SorteNa correriaSorte

Vídeos no Youtube...

Publiquei alguns videos no youtube mostrando um pouco do meu trabalho na TV. Apesar de que a TV ainda não foi a minha maior experiencia no ramo artístico, gosto de experimentar a linguagem televisiva especialmente pela projecão que ela dá ao nosso trabalho de ator.

Confira nos linsk os vídeos:

 http://www.youtube.com/watch?v=3_T0FYN_YyI
http://www.youtube.com/watch?v=s-DeI1-NU4I
http://www.youtube.com/watch?v=ML90koMO4Ek

Sintam-se a vontade para comentar e dar críticas construtivas!

Obrigado pela atencão de todos! Grande beijo!


 


 

GRUPO FIRENZE, mais uma experiencia...

Em São Paulo, mais uma experiencia me marca! Voltar a trabalhar para o público infantil!

Após estar em cartaz por um bom tempo com a peca "Era uma vez tres presentes pra voces", em Macapá-AP,  volto a trabalhar para o público infantil, mas dessa vez fazendo parte do Grupo Firenze, um produtora especializada em trabalhos para este público. Está sendo legal! Estreiei meio que as pressas para substituir um ator e agora entro definitivamente no elenco da peca "Peter Pan - S.O.S Planeta Agua". Minha estréia foi na cidade de Cerquilho, no interior de São Paulo, num Teatro muito bonito e que foi recém inaugurado na pequena cidade.

Ainda pelo Grupo Firenze, estou ensaiando uma montagem do Clássico "A Bela e a Fera", onde estarei interpretando Orloge, o Din-Don na versão da Disney. A estréia será em Dezembro.

O elenco todo reunido após a apresentacão do espetáculo. Eu de Cacique, a esquerda.


Bobo

Preciso publicar esta citacao:

"O que, o que, o quê? Por que se é ator, hein?só é ator quem não consegue se habituar a viver no corpo imposto, no sexo imposto. Cada corpo de ator é uma ameaça, a ser levada a sério, para a ordem ditada ao corpo, para o estado sexuado; e se um dia a gente está no teatro, é porque tem algo que a gente não suporta. Existe em cada ator algo como um corpo novo que quer falar. Uma outra economia do corpo que avança, que empurra a antiga, imposta."

( Valère Novarina )
"Deus nao escolhe os capacitados, Deus capacita os escolhidos..."
Este é o momento em que vivo!


Tonto

QUALQUER SEMELHANCA NÃO É MERA COINCIDENCIA...

Já haviam me dito antes, até tinha publicado uma nota sobre o assunto, mas nem dei tanta importancia. Daí resolvi pesquisar a respeito. Descobri que sou o sósia brasileiro do ator Jonh Leguizamo. Ele é um talentoso ator colombiano que partiu para os Estados Unidos para tentar sucesso no cinema e conseguiu! Dentre seus filmes de maior sucesso estão a Comédia "O PESTE", "MOULIN ROUGE", "CRONICAS",...

Daí, publicarei duas fotos dele para mostrar que qualquer semelhanca não é mera coincidencia, afinal de contas somos atores! E olha que na foto nem acho tão identico, mas se quizer comprovar a semelhanca acesse o Youtube e veja este vídeo dele em cena: http://www.youtube.com/watch?v=xuG1ZrZVrU4

Acompanhe a comparacão por fotos e comente o que voce achou!

VALEU! ATÉ A PRÓXIMA!


ENTRE OS GREGOS TINHA UM AMAPAENSE. SERÁ?

Fiz questão de escrever este texto num momento em que eu sentisse que era o oportuno. E, um dia quando estava ouvindo um CD de Danças Circulares Sagradas, que herdei de minha grande amiga e Diretora Teatral Zeniude Pereira (in memorian), senti a necessidade de falar um pouco de minha tragetória teatral.

            Bom, lembro de mim aos 4 anos de idade ensaiando para um Auto de Natal na rua da minha casa em Macapá-AP, onde minha própria mãe era a Diretora e me recordo que mesmo muito pequeno eu via aquilo como algo mágico. Nessa época eu via os adultos como gigantes e eles eram os personagens principais sempre. Mas eu queria estar lá, fazendo teatro. Um dia, numa das apresentações deste Auto, onde nós éramos aguardados por um público de pessoas bem carentes, eu que fazia um dos filhos de uma pastorinha de Belém, senti vontade de fazer algo a mais... (Pode parecer mentira, mas é fato) Quando a peca começou, eu comecei a interpretar um velhinho de aproximadamente 100 anos e, mesmo não tendo falas e sim apenas marcações, todos começaram a perceber como uma criança estava interpretando um velho homem. No final do espetáculo, quando os atores amadores se apresentavam cada um dizendo seu nome e seu personagem, esperei para ser o último e quando chegou minha vez entrei em cena como o velhinho e disse meu nome com uma voz totalmente envelhecida e todos começaram a rir e aplaudir... Ah, coisas de criança!

            A minha infância continuou sendo marcada pela arte. Desde muito pequeno desenhava tudo o que via, mas o que realmente me encantava eram os seres humanos, coisa que eu sempre enfatizei durante todo o meu trabalho com as Artes Plásticas. Passava horas sozinho, desenhando pessoas, enquanto o restante das crianças brincava sem compromisso algum na rua. Era engraçado que eu desenhava as pessoas e as recortava depois para fazer bonecos e ficava brincando como se eu pudesse criar situações com aqueles bonequinhos. Enfim... sem contar os inúmeros concursos de calouros, de dança e de desenho que fazia questão de participar, simplesmente pela sensação de fazer Arte.

            Como qualquer pessoa, me perguntei muitas vezes se deveria seguir uma carreira artística, já que isso já fazia parte de mim, ou não. Porém, essas minhas lembranças de quando eu era pequeno sempre me fizeram lembrar que “O bom filho a casa torna...” e inevitavelmente até hoje percorro de forma incansável com o meu trabalho artístico, onde posso dizer sem medo nenhum que é um DOM adquirido.

            Escolhi ser ator, mas poderia ter me dedicado ao desenho, a pintura, á música, enfim... Escolhi por ser apaixonado pelo ser humano, pelas suas alegrias e fragilidades e por muitas vezes não reconhecê-las em mim. Sempre foi uma busca muito difícil e sempre será. Ouvi por diversas vezes que deveria desistir deste ofício e que eu não tinha aptidão para ser um bom ator. Mas, aprendi que é ator quem está, neste momento! A própria Viola Spolin coloca o ator num patamar que é o da disponibilidade de estar, aqui e agora, e jogar. Vallére Novarina, no qual eu admiro muito, diz que o ator é um coitado, um anulado que se deixa levar, um corpo que anda, um ser capaz de economizar para dizer o óbvio, o necessário e o comovente. Minha vida artística não tem sido fácil e minha busca como ator tem sido meu maior calvário. Mas todos os grandes nomes da Arte tiveram muita dificuldade para dizer o que precisavam e sempre eram mal interpretados até que tempos depois, na maioria das vezes após a morte, eram reconhecidos por seus trabalhos, sua ação. Lembro perfeitamente do dia em que me vi na maior cena de minha vida e que a partir daquele momento o Teatro passou a ser um compromisso. Foi no enterro de minha Diretora Zeniude, que falei no início do texto. Durante a entrada do caixão de Niudes, como nós a chamávamos, no cemitério, distribuímos entre nós artistas diversas fantasias bastante coloridas. Entramos no cemitério como se fossemos para o circo, numa mágica cena em que o entardecer daquele dia 23 de agosto de 2007 marcou a todos que estiveram presentes e particularmente me mudou para sempre. Entoávamos diversos mantras indianos, numa profunda alegria como se aquele momento fosse uma lúdica cena teatral e vivemos intensamente aquela despedida. No momento em que o caixão estava preste a ser sepultado senti um forte empurrão que me fez organizar a todos os presentes numa imensa roda e eu me coloquei no centro. Naquele exato momento me olhei de fora e me vi um ator. Não era mentira, eu não era outra pessoa. Eu simplesmente estava ali no centro, com todas aquelas pessoas emocionadas me vendo e aí disse dentre outras palavras a seguinte frase de Samuel Beckett: “Muitos são os chamados, mas poucos são os escolhidos, quantos poderão dizer o mesmo?” E, com uma voz doce cantei a primeira música que havia aprendido com minha eterna amiga Niudes, que fala sobre a roda o poder que ela tem e como nós podemos nos ver na roda, nos reconhecer e reconhecer os outros. Foi ali que eu verdadeiramente descobri o teatro, na capacidade de me ver naquele lugar, em meio a pessoas, olhando para elas verdadeiramente e deixando que elas me vissem sem pudor ou maldade. Não interpretei, disse verdades e passei a mensagem adiante. Só existia a verdade e o momento.

            O teatro para mim a partir de então se tornou uma das maiores manifestações de comunhão e entrega entre os seres humanos, se tornou vivamente um ritual onde congregamos de palavras, ações e desejos. Onde enxergamos o não revelado, aquilo que nos intriga e nos maltrata, mas rimos de tudo e festejamos. Na Grécia o Teatro começou desta forma. E não é a toa que esta Arte é milenar e tão importante para a sociedade em geral.

            Hoje, moro em São Paulo, o berço da efervescência cosmopolita no Brasil e vi algo que já sabia ser verdade. Vi que Teatro é algo que está na natureza de homens e mulheres que querem se confraternizar, que querem compartilhar angústias e sofrimentos, mas acima de tudo que não ficam calados ao que não aceitam e aí viram atores, agem. A ação é a maior característica do Teatro, sem ela essa Arte seria estática e não nos envolveria tanto. A ação física na frente do espectador, e por que não dizer, daquele que compartilha com você momento genuíno. Faço e faria Teatro em qualquer lugar do mundo, pois ele me trouxe essa missão. É evidente que seguir este ofício de uma forma profissional, onde você depende dele todos os dias para se alimentar ainda é algo assustador e complicado, mas nunca impossível. Estou vivendo isso na pele! Sei que quem realmente acredita nessa arte e sabe o seu valor nunca coloca “em cheque” se deve ou não deve perpetuá-la.

            Se existisse uma fórmula mágica para sabermos o caminho do sucesso ou da prosperidade em nosso ofício, perderíamos a grande graça que é fazer Teatro todos os dias e fazê-lo sem cessar. Burocratizaríamos o ofício do ator e do artista, e tem muita gente fazendo isso, dando lugar a todas as outras coisas, menos a oportunidade de compartilhar.

            Sou muito jovem, tenho apenas 26 anos e uma curta carreira que ainda se resume ao que vivi no Norte do país. Porém, não quero pensar que deixei o local que nasci e fui criado por um lugar onde cada vez mais se vê o Teatro e a figura do ator como um produto. Disso ninguém escapará facilmente. Mas, se hoje tenho a oportunidade de olhar o mundo, pelo menos o Brasil, com o olhar do caos e da urbanidade, posso afirmar que foi fazendo Teatro, talvez da maneira mais tosca, que aprendi sobre mim e sobre como dizer grandes mensagens de maneira verdadeira. Faço isso agora, escrevendo tudo isso. Faço porque me vejo dentro dessa cena e faço porque pessoas me escutam neste momento. Eu aceitei esse chamado! Não sei se todos aceitarão e também não sei o que acharão disso tudo.

 

Agir, agora e sempre!

 

 

 

Anderson D’Kássio

Ator, Cantor e Bailarino.

Graduado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Amapá. 

   


NOVA CARA, NOVAS FOTOS... VIDA NOVA! URBANIDADE...

FOTOS: Zé Rubens.


Bom, colocarei a seguir um breve texto que escrevi sobre minhas impressões sobre o trabalho realizado na Supernova. Gostaria que este texto fosse lido em grupo e que discutissem um pouco sobre o tema. Se possível, mandem para mim as impressões de vocês. Um forte abraço em todos!

A FORCA DO TEATRO DE GRUPO

           "...o trabalho teatral não se reduz a uma linha de montagem de eventos e espetáculos. Nele se encontram, indissociados, invenção na sala de ensaio, pesquisa de campo e intervenção na imagem pública. Quando essas três dimensões convergem para aglutinar uma platéia que prescinda do guinche (bilheteria), o teatro de grupo acontece..." (ARANTES, Paulo. Entrevista realizada pelo Jornal Folha de São Paulo. Julho. 2007)

          A Supernova Teatro Experimental tem apenas 4 anos de uma exaustiva batalha pela arte no Estado do Amapá. Desde o seu início, buscou agregar jovens talentos e uma insistente vontade de se fazer um teatro de grupo com pesquisa e trabalho de ator elaborado, fugindo do que já se via no Amapá, além de uma profunda capacidade de mobilização diante de assuntos que circundam a mente do ser humano atual, como valores éticos, existenciais, morais, etc.
          Em 2005, quando Zeniude Pereira (in memoriam) reuniu seu jovem elenco para a montagem de ESPERANDO GODOT, todos não acreditaram que no extremo Norte do Brasil, pudesse haver um grupo tão ousado ao ponto de "deixar de pé" uma peça tão importante para a dramaturgia universal. Um ano depois de muito ensaio, o grupo estreou o trabalho no Porão do Teatro das Bacabeiras, lugar desconhecido e sem a menor perspectiva de utilização. A Cia, logo no seu primeiro trabalho, buscou a experimentação de espaços não convencionais, o que chocou muito todo o público, que em meio a críticas, compareceu a temporada que durou um mês inteiro com quatro apresentações por semana, coisa inédita no Estado.

          O Grupo, ainda no mesmo ano, levou ESPERANDO GODOT para o Museu Sacaca-AP em mais uma temporada mensal e para a Mostra SESC Cariri de Teatro, no Crato-CE, sendo visto por pessoas de todo o Brasil. Como uma lagarta dentro do casulo, a Cia passou por modificações no seu elenco, logo no início de 2007 e iniciou novas propostas como a montagem do Musical ERA UMA VEZ TRES PRESENTES PRA VOCES, que de maneira simples buscava um novo olhar para o desenvolvimento dos atores ainda inexperientes. Tal montagem já ficou a cargo de Anderson D'Kássio dirigir, ele que até então estava exercendo a função de ator na Cia, começa a se experimentar como diretor e inicia também um trabalho com o restante do elenco. Ainda em 2007, a Supernova sofre uma grande perda. Sua Diretora Zeniude Pereira morre vítima de um câncer, deixando uma grande lacuna na Arte amapaense e especialmente no grupo que ainda está em fase embrionária.
            Como numa guerra, os jovens atores que haviam compartilhado momentos importantes ao lado de sua Mentora Artística e Intelectual, resolvem continuar o trabalho desenvolvido por Zeniude Pereira no Estado. Sofrem grandes críticas da classe artística local mas não desistem de continuar a por em prática algo que já acreditavam ser possível, fazer Arte no Amapá e fazer com profissionalismo.
Ainda atordoados com a grande perda, sem um estilo próprio, com novos candidatos a ator dentro do grupo, a Cia lança numa curta temporada a comédia ENSAIO OU SAIO, que sofre inúmeras críticas devido a inexperiência dos atores e a forma simplificada de encenação. Mesmo assim, a Supernova resiste aos comentários destrutivos da Classe Artística e se empenha ainda mais em momentos de estudo e pesquisa. Minuciosamente, caminha com a Direção de Anderson D'Kássio para mais um desafio: a montagem de CEREJAS AMARGAS, espetáculo que faria o Grupo retornar aos seus estudos filosóficos e traria algo mais especial: pela primeira vez os atores trabalhariam numa construção coletiva de texto, que mesmo sem saber, se tornaria uma proposta de dramaturgia moderna, com forte teor filosófico e literário. O trabalho de ator estava ganhando mais responsabilidade e tudo começava a ser visto no estado cênico. Com insistência e muitas aulas de trabalho corporal e vocal, o grupo estréia em meio a uma super-produção seu novo espetáculo (Junho/2008) ganhando os aplausos do público local e respeito de todos que puderam comparecer a temporada de mais de dois meses no Teatro Porão do SESC-AP.

            Ainda em 2008, a Supernova viaja pelos Estados do Maranhão e Roraima, através do Circuito SESC Amazônia das Artes, sendo o primeiro grupo do Amapá a ser contemplado por um projeto de circulação da Instituição SESC. O mais incrível é que participa deste projeto com o espetáculo ENSAIO OU SAIO, que havia sofrido inúmeras críticas durante sua temporada de estréia e que tinha tudo para ser mais uma peça que se desmorona logo após seu lançamento. Realmente isso não ocorreu. ENSAIO OU SAIO vai tornando a cada apresentação um espetáculo gostoso de se assistir e mais um exemplo de perseverança na difícil batalha que é fazer teatro de grupo. A convite da UNE (União Nacional dos Estudantes), em Janeiro de 2009, a Supernova participa com o referido espetáculo da V Bienal dos Estudantes da UNE, ocorrida em Salvador-BA e que agregou grupos de teatro de todo o Brasil. A Companhia é elogiada por seu trabalho, ganhando a platéia que compareceu ao Teatro Vila Velha durante sua apresentação.
           Como qualquer grupo que busca crescimento, dois de seus principais integrantes resolvem sair à procura de uma maior evolução nos seus conhecimentos teatrais: o ator e diretor Anderson D'Kássio, que segue para São Paulo, e a atriz Lorena Pires, que entra na UNB, em Brasília. Porém, a Cia ainda persiste em seu trabalho, elegendo dois atores que a partir de então vão seguir como "cabeças" no grupo até os dias de hoje. São eles: Marina Beckmam (a única sobrevivente do primeiro elenco de 2005) e Maurício Maciel.
           Sem dúvida nenhuma, relatar toda essa trajetória nos mostra o quanto qualquer agrupamento de pessoas (seja nas grandes metrópoles, seja nas pequenas cidades do país) passa por várias modificações que devem ser vistas como essenciais e transformadoras. Na Supernova Teatro Experimental, que nasceu de um núcleo de estudos, não seria diferente. Porém, três fases são nitidamente percebidas na trajetória da Companhia. A primeira com a Diretora Zeniude Pereira, que vai de 2005 a meados de 2007. A segunda com o ator e diretor iniciante Anderson D'Kássio, onde o grupo se apresenta de maneira mais forte e equilibrada, conseguindo uma maior maturidade cênica e criativa. E a terceira fase que é a atual.
             Poderíamos nos perguntar: Essas fases são percebidas devido à presença de pessoas que tomaram frente da Companhia para direcionar os trabalhos? Então, por que a terceira fase ainda não seria um momento em que alguém apareceria como o líder ou outra palavra que podemos dar para quem assume uma postura de liderança?
             Kill Abreu, na Revista SUBTEXTO, do Galpão cine Horto, fala o seguinte sobre a existência de uma Companhia de Teatro: "...o que marca a existência do grupo, no sentido que nos interessa, é uma experiência comum colocada em perspectiva. Qual seja, a de um tipo de organização que não tem como finalidade a criação pontual de um evento artístico, ainda que um evento, um espetáculo, por exemplo, possa estar entre os planos, como, de fato, quase sempre está. Trata-se antes, de um projeto estético, de um conjunto de práticas marcadas pelo procedimento processual em atividade continuada, pela experimentação e pela especulação criativa, que pode inclusive se desdobrar ou alimentar desejos de intervenção de outra ordem que não a estritamente artística." Levando em conta esta afirmação, é perceptível que um grupo de teatro que busca uma linguagem estética e porque não dizer ética diante da sociedade deve se engajar em trabalhos que mobilizem seu meio cultural, político e social. E se um grupo de teatro é composto por atores, quem seriam então essas figuras com tamanha responsabilidade, ao ponto de provocar através de objetos artísticos seu meio social?

            Esta pergunta é pertinente. Talvez até possa responder sobre a figura que até então não apareceu para direcionar os trabalhos do grupo, se é que tem que aparecer tal figura. Quando se fala em experiência comum ou experiência em grupo colocada em perspectiva, está se falando em objetivos, em possíveis resultados através de uma busca. Quando se fala em projeto estético, está se falando em como um grupo é capaz de colocar idéias, provocações, opiniões em forma de Arte, através dos seus espetáculos, ações, sua capacidade de falar com músicas, cenários, figurinos e principalmente com a figura do ator. Este deve estar apto a falar pelo grupo e sobre os assuntos que a Companhia leva como bandeira.

            Não é à toa que o Amapá ainda caminha a passos lentos diante da evolução cultural do planeta. Na verdade, o Brasil inteiro caminha devagar, isso se não estiver completamente parado. Porém, é no meio da mata, onde pode-se tirar até mesmo a salvação da vida humana daqui há alguns anos, que um povo de cultura particular pode e deve sim dizer e mostrar verdades. Essa visão, muitas vezes só é percebida quando se está fora deste lugar tão primitivo e natural que é o Amapá. Por isso, não se deve afirmar que é impossível se fazer teatro ou viver dessa Arte no extremo Norte, muito pelo contrário.  

OBS: Estarei publicando a segunda parte do texto.

MAKING MUSICAL, Direcao de Wolf Maya, entre mortos e feridos salavaram-se todos...

Bom, aqui, enfim, posso realmente expor minha opinião pessoal e principalmente de artista. É óbvio que ninguém me convidou para entrar no Curso de Teatro Musical da Escola de Atores Wolf Maya, mas por intuicão, resolvi me escrever e buscar conhecimentos nessa área que muito me interessa e que está tão em voga nestes tempos. Foram 3 meses de aulas, que culminaram com a montagem do espetáculo MAKING MUSICAL, pelo nome já se ve a que rumo se direcionou o "SHOW", como o próprio Wolf Maya fala. Ele, é sem dúvida uma estrela, um profissional gabaritado e respeitado por todos. Chama muito a minha atencão sua capacidade de lideranca e resolucao - nunca vi Diretor mais prático, corta todos os números para facilitar o trabalho - além claro de seu "temperamento", que volta e meia se dirige a assuntos eróticos e que ele acredita ser o assunto mais importante no gosto popular. Ele é bom no que faz, isso não se tem dúvida, senão não estaria onde está, mas por muitas vezes me deixou com uma estranha pergunta na cabeca: É esse profissional que eu quero ser daqui há alguns anos???

Sua equipe, com profissionais renomados no mercado paulista, na minha opinião, está muito aquém de sua visão de musical, caminham alardeados por algo que não sabem dizer, como se o Wolf realmente tivesse que aprovar tudo neste mundo e fosse o senhor da verdade e da razão. Acabam não fazendo o que melhor poderiam fazer: ARTE. Respeito a todos, em especial o Diretor Musical Thiago Gimenes, que com apenas 26 anos, minha idade inclusive, é um exemplo de domínio de todas as técnicas de um Diretor Musical, apesar de ser um pouco disperso. Respeito também o incrível curriculum de todos os profissionais envolvidos na técnica do espetáculo MAKING MUSICAL, mas novamente me pergunto se é esse perfil de profissional que me interessa alcancar.

Um elenco composto de mais de 70 atores, que variavam entre iniciantes e veteranos, foi o que deu o charme ao espetáculo, que de acordo com o Diretor Wolf Maya, deveria segurar o espectador o tempo inteiro na sua cadeira... Opa! Isso não é TV, Wolf!!!

Quadros de musicais da Broadoway, que iam desde clássicos como "42 Street" até "RENT", foi a forma escolhida para roteirizar uma idéia vazia de teatro musical. Ah,... que falta de criacão! Mas, levando em conta que era para treinar os alunos a lidar com as técnicas ON BROADOWAY, deveria ter funcionado, mas para falar a verdade, dois ou tres compreenderam do que se estava falando, ainda mais quando se fala em ingles...

No mais, é importante dizer que tudo é experiencia e que como diz a grandiosa KÁTIA BARROS: "Voce não é obrigado!" E não sou mesmo... passou! E passou mesmo!

Para todos que conheci e convivi nestes tempos fica aqui meus agradecimento e votos de sucesso Para o alto e avante! Com muito brilho... não é assim que se tem de fazer musical???

Ah... acho que tenho que rever meus achados intuitivos!

Anderson D'Kássio

Ator e Diretor


Olho no dinheiro 

QUANDO RETORNAREI A TERRA DO NUNCA?

Meu.... estou fudido! E nem pago eu nao fui. Quando lia os textos de Plínio Marcos, sempre me perguntava: "Nossa que homem mais mal amado... só fala nesses assuntos" era como eu, um fodido. Abrir a boca te dá a sensacao que ninhuém te escuta, se arrumar tráz a sensacao de que ninguém te ve, beber, fumar, foder, e aí voce é só mais um no meio de tantos mais um... Na pista de danca, reconheci tudo isso. Eram corpos e corpos que se esfregavam, se comiam, sem dizer nada o tempo inteiro. Mas pra que dizer algo? Essa minha sensacao contínua de justificativa está falida. O nada é o nada! E estou no meio. Tudo já aconteceu com ou sem mim. Agora, to no meio da merda, resta comer ou vomitar? Ah... que dor, hein! Dor no fundo do peito, com uma sensacao de depressao, bipolaridade,... To me vendo escritor, dramaturgo, igual o Plínio Marcos. Fodido, essa é a palavra... já se foi embora tudo. Só restou a carcarca e fodeu mesmo.

Espera aí! Isso é poética? Isso é urbanidade? Fodeu, fodeu mesmo,... a Filosofia me fodeu.

Anderson D'Kássio

Ator e Diretor


Das vezes que se tem certeza...

Cada dia é uma batalha de vida ou morte! O homem que trava essa batalha e toma pra si a responsabilidade de conduzir sua vida é um visionário. Por incrível que pareca, ele sofre mais do que os outros. Ele pensa demais, devaneia demais, engole demais e cresce... Num dia, quando tudo parece dar errado, ele encontra o caminho escolhido e percorre, pois sabe que vai chegar ao seu destino mais cedo ou mais tarde. Ele escolhe! Jamais declinará, pois preferiu percorrer o caminho, mesmo um dia tendo achado e programado que tudo seria mais óbvio. O homem, não errou... tudo é muito óbvio! Porém, se faz necessário percorrer e essa tarefa é uma outra história. Uma coisa é voce conhecer o caminho, outra coisa é voce trilhar esse caminho. 

Anderson D'Kássio

Ator e Diretor


SUPERNOVA TEATRO COMPLETA 4 ANOS...

Eu não poderia deixar de registrar aqui o aniversário da Supernova Teatro Experimental, de Macapá, que no dia 18 de abril completou 4 anos de trabalho. Na ocasião, seus integrantes comemoraram o aniversário com um PIQUENIQUE, que aconteceu no Parque do Forte, em frente ao Rio Amazonas, em Macapá. Bom, eu não pude estar presente, porém fica aqui registrado meus agradecimentos a este grupo que tanto me fez crescer como ator e como pessoa.

E falando com Marina Beckmam, a única integrante da primeiro elenco de atores da Cia, descobri esta foto, que nem eu mesmo tinha visto. Esse click foi feito em 2005, quando na época estudávamos a Dramaturgia Contemporanea focada em Samuel Beckett e de lá pra cá muita coisa aconteceu: (da esquerda para a direita) Lorena Pires (Atriz, atualmente em Brasília onde cursará em breve Artes Cenicas na UNB), Marina Beckman (Atriz, com carinha de crianca ainda...), nossa saudosa diretora Zeniude Pereira (in memorian), eu (que estou em Sampa e meus cabelos não são mais os mesmos...), Otavio Oscar (Ator, Graduando de Artes cenicas na USP) e Aline de Cássia (que hoje faz Ed. Física).

Bom... alguma coisa aconteceu!


E pra não perder tempo, aproveito para publicar algumas fotos da minha festa de despedida em Macapá, onde pude contar com a presenca de alguns amigos e parentes:

 Marina Beckman, Dkassio e Mauricio Maciel.

Agesandro Rego, linda Inaiá Poesis (filha de Zeniude Pereira), Zara Pereira, Bia e Janaina Pontes.

Eu e minha linda Daiane Filocreão.

Eu e Inaiá, que me emocionou dancando uma coreografia de Danca do Ventre...

 Amigos: Darlene, Maurício e Edvar.

Valeu então!!! Até a próxima...

Apaixonado


 

 

 

REGISTRO SOBRE OS EXPERIMENTOS VIVIDOS

NO TEATRO DE NARRADORES.

 

Em 26 de abril de 2009.

 

            A capacidade de experimentar situações diversas é o que faz a figura do ator ímpar, se avaliarmos essas experiências como trabalho, descobertas e, principalmente, como uma forma de reprodução de realidades, coisa que observamos em trabalhos que são referencia e buscam comprometimento com uma das maiores características da Arte, a transformação.

            Estar vivendo um processo como este que o Teatro de Narradores está proporcionando é se lançar num jogo de ação e reação direta. É claro que essas reações são das mais diferentes formas. Particularmente, estou me lançando aos poucos. Não fico me perguntando se poderia ir mais fundo. Simplesmente vou! Nessa última semana, que ainda é a segunda semana nesse processo, vivi momentos de extrema reflexão sobre meu trabalho de ator. Especialmente por ter olhado mais delicadamente para meu maior material de trabalho: o meu próprio corpo. É incrível como num determinado momento de provocação, seu poder de julgamento e pudor diminuem ao extremo. Eu mesmo já passei por diversos momentos como esse, mas o que ficou marcado em minhas reflexões foi ter ativado fortemente minha memória físico-anatômica. Através de um simples exercício de levantar do chão, pude perceber as diversas possibilidades que meu corpo tem de me comover e trazer lembranças, além de me provocar diversas sensações físicas, e que nós muitas vezes, mesmo trabalhando continuamente, não paramos para pensar a respeito. Fui inúmeros personagens num curto espaço de tempo e, melhor do que isso, fui eu mesmo, sentindo dores, prazer, ócio,... enfim, me percebi.

            Um outro momento que me marcou bastante foi quando fiz este mesmo exercício, mas desta vez incluindo possibilidades vocais, e descobri não só diversas formas de trabalhar e associar voz e corpo, mas o que mais me impressionou foi quando em determinado momento senti sons vindos de um lugar muito interior, que me remeteu a quase uma regressão a períodos primitivos (fase fetal, vidas passadas, ancestralidades, traumas,...) E isso é grandioso! Em cena, quando um ator consegue agregar todos estes valores ele transcende e o público é contagiado pelo o que vê. Não posso deixar de registrar o incrível processo de identificação e percepção dos ossos e movimentos da coluna vertebral, onde foi marcante a capacidade de entendermos o corpo como uma máquina que precisa ser cuidada e preparada, além de sentirmos nossa coluna como uma grande “serpente” que se movimenta por vontade própria e coordena todas as outras partes do corpo.

            Enfim, ainda é cedo para avaliar a dimensão dessas provocações. Acredito que o que mais importa neste momento é trabalhar com tranqüilidade e serenidade. Este é o meu foco pessoal. Quero buscar também minha liberdade enquanto artista e integrante neste processo. E que venham ainda muitos relatórios... e nem vai ser tão fácil falar sobre tudo o que será vivido! Mas que seja falado com os olhos e o coração, sempre. E todos entenderão...

 

Anderson D’Kássio

Ator


Tonto

Menino do Rio...

Registro de uma breve passagem pelo Rio de Janeiro...

Praia Vermelha na Urca...

Num passeio com os amigos do Teatro Amapaense...

Na Praia, menino do Rio atráz da Garota de Ipanema...

Um grande abraco nos meus amigos Wellington, Barroso e Tom Rodrigues, pela recepcão e atencão disponibilizada.

Em breve mais notícias!!!


Legal

Sem fazer nada, aprendi a fazer alguma coisa...

A sensacao da possibilidade é algo que nos motiva a caminhar para frente, com desprendimento e entusiasmo, é o que nos faz crescer profissionalmente, sentimentalmente,... Essa sensacao nos vem quando sentimos um calor no coracao, uma vontade de expandir nossos músculos, caminhar, correr, algo que nos move a trabalhar e a fazer, as vezes nem sabemos o que. Quando nao percebemos essa sensacao em nosso cotidiano, viramos bonequinhos de faz de conta, fazendo aquilo que foi nos ordenado e passamos a cumprir ordens que nao sao da nossa vontade. Nos sentimos objetos do meio.

Agora, nestes dias, mas especificamente, neste feriadao da Semana Santa, essa sensacao de possibilidade foi trocada pelo vazio, mas que nao é o vazio da depressao e do desespero, quando sabemos controlar (é claro), e sim o vazio de parar, parar tudo para se olhar, ter dualidade, se ver diante dos outros e se ver dentro de si. Aí, retornamos a fazer tudo o que fazemos geralmente, mas com outro foco, com o bjetivo de fazer uma coisa de cada vez, ibernar como os ursos. Isso é importante! Recarregamos forcas para uma nova frente e batalha. Se esse é o objetivo da Páscoa, a vida nova, sinto isso dentro de mim. Olhei pra mim mesmo, lavei os cabelos, aparei a barba, cuidei de minhas roupas, perguntei quem eu era na verdade... a resposta? Talvez nem seja tao mais interessante que a pergunta.

Vale a pena.

Uma grande Páscoa a todos que visitam este blog, com um cheiro de vida nova e muitas, muitas possibilidades...

Anderson DKassio


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]